Saturday, September 17, 2005

Publicação da Scientific American - Atualidade

Edição Nº 35 - abril de 2005


Na estrada dos carros a Hidrogênio.
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Por Steven Ashley
Embora frotas de protótipos com células a combustível estejam chegando às ruas, será preciso superar obstáculos técnicos e mercadológicos para que os carros "verdes" sejam vendidos em concessionárias
Frotas de protótipos de carros movidos por células a combustível, como o F-Cell, da DaimlerChrysler, estão atualmente sendo submetidas a testes de percurso
As lombadas eletrônicas em estradas da Alemanha parecem ser as únicas coisas capazes de tirar o sorriso do rosto de Rosario Berretta. "Por favor, vá mais devagar aqui", murmura, quando nosso veículo se aproxima de uma delas. Berretta lidera uma equipe que está preparando uma frota de 60 carros da DaimlerChrysler movidos por células a combustível, o F-Cell, para testes em todo o mundo. O objetivo é permitir que os fabricantes automobilísticos avaliem os veículos eficientes e não-poluentes em diferentes condições de percurso. O engenheiro está ansioso para que os visitantes sintam a rápida arrancada do F-Cell, que é uma das vantagens de ter um motor elétrico. Apesar de seu sistema de propulsão de alta tecnologia, o F-Cell tem a aparência de um Toyota Corolla, um Ford Focus ou qualquer outro pequeno carro convencional. A única coisa fora do comum é o ruído não familiar de um compressor - barulho que os engenheiros da companhia prometem conseguir abafar em breve.A DaimlerChrysler não está sozinha na busca pelo veículo limpo mais moderno. Depois de uma década de esforços concentrados em pesquisa e desenvolvimento (P&D), a indústria automobilística mundial ultrapassou um marco, com a chegada dos primeiros carros com células a combustível aparentemente viáveis. Vinte dos mais recentes FCX da Honda e 30 dos FCV compactos da Ford movidos por células a combustível logo estarão nas ruas. Trinta ônibus DaimlerChrysler estão trafegando nas ruas de 10 cidades européias e outros três em breve estarão em serviço na China e na Austrália.Enquanto isso, quase todas as outras montadoras - especialmente General Motors e Toyota, mas também Nissan, Renault, Volkswagen, Mitsubishi e Hyundai - estão operando pelo menos alguns protótipos, um sinal do grande volume de dinheiro que os fabricantes investem no aperfeiçoamento dessa tecnologia. Existem hoje entre 600 e 800 veículos de células a combustível sendo testados no mundo. E já surgiram empresas para desenvolver e fornecer componentes para construir os protótipos. Se tudo correr bem, será o marco de meio caminho andado rumo à comercialização de carros com células a combustível no início da próxima década.O que impulsionou o avanço foram os limites cada vez mais rigorosos das leis contra poluição, as previsões de escassez de petróleo em prazo relativamente curto e uma possível catástrofe de aquecimento global provocada pelos gases que causam o efeito estufa. A indústria automobilística e governos nacionais investiram dezenas de bilhões de dólares nos últimos dez anos para transformar em realidade uma tecnologia de propulsão limpa e eficiente com o objetivo de substituir o velho motor de combustão interna (CI) (ver "Um futuro limpo", por L. D. Burns, J. B. McCormick e C. E. Borroni-Bird; SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, novembro de 2002). Críticos, entretanto, questionam o interesse da indústria em produzir um carro realmente "verde", e se esse esforço de P&D é suficiente para gerar sucesso a curto prazo. Executivos de montadoras respondem que não prevêem, a longo prazo, nenhuma opção melhor do que os veículos com células a combustível, porque as alternativas práticas, como veículos híbridos (que combinam motores de CI com baterias eletroquímicas), continuariam a emitir CO2 e poluentes.
Obstáculos no CaminhoUma viagem de duas horas seria suficiente para evidenciar a mais reveladora diferença entre o F-Cell e um automóvel de CI. Em menos de 90 minutos, seria preciso parar no acostamento por falta de combustível. O F-Cell e seus similares não conseguem armazenar combustível suficiente para uma autonomia de 480 km, com a qual os motoristas estão acostumados. E como os postos de hidrogênio ainda são poucos e distantes uns dos outros, o abastecimento seria, na melhor das hipóteses, problemático. Assim, apesar das declarações otimistas dos fabricantes, persistem consideráveis desafios técnicos e mercadológicos que podem retardar por anos, ou décadas, a adoção de carros domésticos movidos por células a combustível.Antes que uma primeira leva de motoristas possa trocar seus carros por algo mais "verde", a indústria automobilística precisará inventar uma maneira de aumentar substancialmente a capacidade de armazenamento dos tanques de hidrogênio e reduzir o preço do sistema de transmissão e do motor de células a combustível para um centésimo do atual. Além disso, será necessário quintuplicar a vida útil das unidades geradoras de energia (power-plants) e adaptá-las a utilitários esportivos e veículos mais pesados. Finalmente, será necessária uma infra-estrutura de abastecimento de hidrogênio para substituir a rede internacional de postos de gasolina.Mesmo algumas montadoras continuam céticas quanto à possibilidade de isso ocorrer em curto prazo: "Uma produção em larga escala poderá ser viável daqui a uns 25 anos", diz Bill Reinert, gerente da divisão de tecnologia avançada da Toyota nos EUA. Um sinal revelador de que os veículos com células a combustível são ainda um projeto em andamento é o de que quase todos os representantes de montadoras enfatizam a necessidade de maior investimento governamental em pesquisa básica e em sistemas de distribuição de hidrogênio, para ajudar a superar esses obstáculos.Automóveis, ônibus ou caminhões com células a combustível são basicamente veículos elétricos movidos por um dispositivo que funciona como uma bateria recarregável. Diferentemente de uma bateria, porém, uma célula a combustível não armazena energia; ela emprega um processo eletroquímico para gerar eletricidade e funciona enquanto for alimentada com combustível hidrogênio e com oxigênio .No cerne da célula a combustível há uma película delgada de polímero à base de fluorcarbono - uma membrana de troca de prótons (PEM, na sigla em inglês) - que funciona simultaneamente como eletrólito (para transporte de carga elétrica) e como barreira para impedir a mistura do combustível hidrogênio com oxigênio. A eletricidade que fornece potência a um carro com células a combustível é produzida quando elétrons são removidos de átomos de hidrogênio em áreas catalisadoras na superfície da membrana. Os portadores de carga - prótons ou íons de hidrogênio -, então, migram através da membrana e se combinam com o oxigênio e um elétron, formando água, único resíduo do processo. Células individuais são empilhadas nos chamados módulos (stacks).Os engenheiros escolhem células de combustível PEM porque elas convertem até 55% da energia do combustível em força mecânica; nos motores de CI, a eficiência é de cerca de 30%. Outras vantagens são temperatura de operação baixa (80oC), desempenho razoavelmente seguro e silencioso, fácil operação e manutenção simples.As perspectivas para carros comerciais com células a combustível por volta de 2015 dependem de aperfeiçoamentos na tecnologia das membranas, que constituem até 35% do custo de um módulo de célula a combustível. Diversos aspectos precisam ser aperfeiçoados, como baixo nível de transposição de combustível de um lado para o outro da membrana, maior estabilidade química e mecânica para maior durabilidade, controle sobre reações colaterais indesejáveis e tolerância à contaminação por impurezas do combustível ou resultantes de reações indesejadas de subprodutos como o monóxido de carbono. Acima de tudo, é necessária uma redução generalizada nos custos.Notícias de um "avanço revolucionário" na tecnologia de membranas causaram entusiasmo nos círculos envolvidos com pesquisas de células de combustível no fim de 2004. A californiana PolyFuel anunciou ter produzido uma membrana de polímero de hidrocarboneto com desempenho superior e mais barata do que as equivalentes perfluorinadas. "Parece um pedaço de papel para embrulhar sanduíche", brinca James Balcom, executivo-chefe da empresa. Ele cita diversas razões pelas quais sua película semelhante a celofane tem desempenho superior ao das membranas perfluorinadas mais comuns, como a Nafion, da DuPont. A membrana de hidrocarboneto pode operar a temperaturas mais elevadas (até 95oC), o que permite o uso de radiadores menores para dissipar o calor. Segundo o fabricante, ela dura 50% mais do que as versões de fluorcarbono, gera de 10% a 15% mais potência e opera com umidade mais baixa (menos problemática). Além disso, pode custar metade do preço das membranas de fluorcarbono (US$ 300/m2). Esse é o material usado nos Honda FCX com células a combustível.
Enigma CatalisadorOutro componente crucial para a operação de uma membrana PEM é a fina camada de catalisador à base de platina que reveste seus dois lados e é responsável por 40% do preço do módulo. O catalisador prepara hidrogênio (a partir do combustível) e oxigênio (do ar) para uma reação de oxidação, ajudando ambas as moléculas a se dividir, se ionizar, e então doar ou receber prótons e elétrons. Do lado da membrana onde fica o hidrogênio, uma molécula desse gás precisa se fixar a duas áreas catalisadoras adjacentes, liberando, assim, íons de hidrogênio (prótons) para que eles atravessem a membrana. A reação complexa do lado do oxigênio ocorre quando um íon de hidrogênio e um elétron se juntam ao oxigênio, produzindo água. Essa seqüência precisa ser controlada rigorosamente, porque pode gerar subprodutos destrutivos, como peróxido de hidrogênio, que corrói os módulos.Para baixar o custo da catálise, pesquisadores buscam maneiras de reduzir o teor de platina. Os esforços incluem não apenas encontrar formas de ampliar substancialmente a atividade do catalisador - para que menores quantidades deste forneçam a mesma potência - mas também deixá-lo mais estável e durável. Pesquisadores da 3M tiveram sucesso na tentativa de ampliar a atividade catalítica. Eles criaram membranas com superfícies nanotexturizadas cobertas por "florestas de minúsculas colunas" que aumentaram consideravelmente a área de catálise. Outros esforços concentraram-se em diversos materiais - de metais não preciosos, como cobalto e cromo, a catalisadores de finas dispersões de partículas incorporadas a estruturas porosas compostas.
Mais Tanque, Mais AutonomiaUma das maiores preocupações entre os criadores de veículos com células a combustível é conseguir colocar suficiente hidrogênio a bordo para assegurar a autonomia de rodagem que os consumidores exigem. De 5 kg a 7 kg são o suficiente para fazer um carro rodar até 800 km, mas os atuais protótipos de células a combustível armazenam apenas de 2,5 kg a 3,5 kg. "Ninguém sabe como armazenar o dobro num volume razoável", diz Dennis Campbell, executivo-chefe da Ballard Power Systems, do Canadá, empresa líder no setor de fabricação de módulos de células a combustível.Em geral, o hidrogênio é armazenado, à temperatura ambiente, em tanques de pressão como gás extremamente comprimido. Muitos engenheiros estão tentando dobrar a atual pressão suportada pelos tanques - 5.000 psi (libras por polegada quadrada). Sistemas de hidrogênio líquido que armazenam combustível a temperaturas abaixo de -253oC foram testados com sucesso, mas gastam muita energia para refrigeração. E mesmo com vedação cuidadosa, esses sistemas perdem diariamente, com vazamentos, cerca de 5% do total armazenado. Tecnologias alternativas estão em desenvolvimento, mas ainda não surgiram avanços significativos. "Existe uma distância relativamente grande entre o que pode ser comprovado no laboratório e um sistema de armazenamento plenamente funcional que seja barato, duradouro e compacto", diz Lawrence Burns, vice-presidente de P&D da GM.Os principais candidatos à tecnologia de armazenamento são sistemas de hidretos de metais, nos quais diversos metais e ligas mantêm o hidrogênio em suas superfícies até que o calor o libere para ser usado. "É como uma esponja para hidrogênio", explica Robert Stempel, presidente da ECD Ovonic, empresa líder nessa área. O gás hidrogênio é injetado sob pressão no tanque de armazenamento e prende-se quimicamente à retícula de cristal do metal por meio de uma reação que absorve calor. Os compostos resultantes são denominados hidretos de metais. O calor residual gerado pelo módulo é usado para reverter a reação e liberar o combustível. Em janeiro, a GM e os Laboratórios Nacionais de Sandia, no Novo México, lançaram um programa de quatro anos, com um orçamento de US$ 10 milhões, para desenvolver sistemas de armazenamento usando hidreto de sódio-alumínio.Em virtude de os sistemas de armazenagem de hidretos de metais tenderem a ser pesados (em torno de 300 kg), pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, desenvolveram uma maneira de armazenar hidrogênio em gelo de água - na forma de hidrato de hidrogênio, que é aprisionado no gelo em cavidades com tamanho de moléculas. A água é bem mais leve do que ligas de metal. Essa abordagem foi uma surpresa, porque hidratos de hidrogênio são difíceis de produzir, pois exigem temperaturas baixíssimas e pressões elevadas (até 36.000 psi). Trabalhando com cientistas da Escola de Minas do Colorado, a equipe de Delft descobriu uma molécula "promotora" - tetrahidrofurano - que estabiliza os hidratos gasosos sob pressões bem menores (cerca de 1.450 psi). Teoricamente, com 120 litros (120 kg) de água deve ser possível armazenar 6 kg de hidrogênio.
Módulo GeladoNuma fria manhã de novembro do ano passado, centenas de pessoas reuniram-se na sede do Congresso do estado de Nova York, em Albany, para ver o governador George E. Pataki receber dois automóveis Honda FCX movidos por célula a combustível. O que tornou o evento notável foi a temperatura do ar. As demonstrações anteriores de veículos com células a combustível haviam ocorrido sob climas amenos, para garantir que os módulos não congelassem. Em projetos anteriores, abaixo de 0oC, toda a água líquida virava cristais de gelo capazes de perfurar as membranas e romper os dutos d'água. Mas no começo de 2004 a Honda mostrou unidades de células a combustível que suportavam invernos rigorosos.Depois do discurso, Ben Knight, vice-presidente de P&D da Honda americana, explicou que os novos modelos FCX 2005 resistentes ao congelamento podem dar partida repetidas vezes com o motor a -20oC. Outras montadoras, entre elas a DaimlerChrysler e a GM, também afirmam ter obtido sucesso na partida a frio em testes de laboratório .Além de sua capacidade de dar partida em invernos congelantes, o Honda FCX 2005 com célula a combustível - um hatchback compacto para quatro passageiros - exibe diversos outros avanços em relação ao modelo lançado dois anos antes. Ele emprega um ultracapacitor - um dispositivo que armazena energia nos campos elétricos entre placas de eletrodos carregadas - para emitir breves pulsos de potência adicional necessários em manobras de ultrapassagens e subidas íngremes. A maior parte dos fabricantes usa baterias para essa finalidade.
Questão de Infra-estruturaDepois, naquele mesmo dia de novembro, um grande número de pessoas reuniu-se para a segunda parte das cerimônias planejadas na sede da Plug Power, empresa de Latham, no estado de Nova York, fabricante de unidades estacionárias de células a combustível de hidrogênio para aplicação em sistemas de backup de energia. As pessoas comemoravam a inauguração de um posto de abastecimento de hidrogênio desenvolvido em conjunto com a Honda. O Home Energy Station II contém uma indústria química em miniatura - um reformador de vapor - que extrai combustível hidrogênio do gás natural, que chega através de canalizações, empregando um processo à base de vapor. "Além de reabastecer os veículos, o sistema alimenta um módulo de células a combustível com parte do hidrogênio, para fornecer eletricidade a nosso edifício-sede" diz Roger Saillant, executivo-chefe da Plug Power. "O prédio é aquecido, em parte, pelo calor liberado pela unidade."Com pompa, um dos FCX rodou até a bomba de combustível - uma caixa de metal do tamanho de um fogão de cozinha de luxo instalada no estacionamento da empresa. Primeiro, um funcionário da estatal conectou um fio-terra ao veículo. Então, puxou a mangueira de combustível da bomba até a conexão de reabastecimento do FCX, inseriu o injetor e travou-o em posição. O tanque do carro estava cheio após cinco ou seis minutos. Knight explicou que a bomba produz, por dia, hidrogênio purificado suficiente para reabastecer um único veículo com célula a combustível.Depois, Knight discutiu os problemas do desenvolvimento de uma infra-estrutura de hidrogênio. "É o clássico dilema do ovo e da galinha. Não há demanda para carros e caminhões em virtude da limitada disponibilidade de recursos para abastecimento, mas ninguém quer fazer um grande investimento para criar uma rede de postos, a menos que haja frotas rodando. Assim, a questão é: como criar demanda?" (ver "Hidrogênio em jogo", Matthew L. Wald; SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, junho de 2004).Um estudo realizado pela GM estimou que de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões seriam suficientes para pagar a construção de 11.700 novos postos de abastecimento de hidrogênio - o suficiente para que um motorista sempre estivesse a no máximo 3,2 km de um nas grandes áreas urbanas e dispusesse de postos a cada 40 km ao longo das principais rodovias. Essa concentração, principalmente em áreas urbanas, atenderia as necessidades de aproximadamente um milhão de veículos com células a combustível, segundo o estudo. "Doze bilhões de dólares são pouco, em comparação com os US$ 85 bilhões que as companhias operadoras de cabos estão gastando na instalação de fibras ópticas", diz Campbell, da Ballard.O posto de Latham - juntamente com dezenas de outros espalhados na Europa, Califórnia e Japão - é um dos primeiros passos na construção de uma infra-estrutura. Em breve, diz Campbell, cerca de 70 postos de hidrogênio existirão no mundo. O programa Hydrogen Highway, na Califórnia, tem como meta a construção de 200 postos no estado.Uma comissão da Academia Nacional de Ciências dos EUA estimou que a transição para a "economia do hidrogênio" provavelmente levará décadas, porque os desafios mais duros persistem: produção, armazenamento e distribuição de hidrogênio em quantidades suficientes, a um custo razoável, sem liberar gases que agravem o efeito-estufa. Infelizmente, a extração de hidrogênio do metano gera dióxido de carbono, um gás-estufa. Se a energia para a eletrólise (a separação de água em hidrogênio e oxigênio usando eletricidade) for obtida pela queima de combustíveis fósseis, isso também emitiria dióxido de carbono. Além disso, o hidrogênio tem grande tendência a vazamentos, e se isso ocorrer nos carros e nas usinas de produção, poderia desencadear reações químicas que produzem gases-estufa. Por último, usar combustíveis fósseis para produzir hidrogênio requer mais energia do que a contida no produto resultante.Pesquisadores do Laboratório Nacional Ambiental e de Engenharia de Idaho, em conjunto com uma equipe da Cerametec, de Salt Lake, desenvolveram um modo de realizar a eletrólise da água e produzir hidrogênio puro com muito menos energia do que outros métodos. O trabalho experimental abre caminho para a mais elevada taxa de produção de hidrogênio conhecida, mediante eletrólise de alta temperatura. O método consiste em fazer passar eletricidade através de água aquecida a aproximadamente 1.000oC. À medida que as moléculas de água se rompem, um filtro de cerâmica separa o oxigênio do hidrogênio. O hidrogênio resultante tem aproximadamente metade do valor energético investido no processo, uma taxa superior à dos concorrentes.Defensores do uso do hidrogênio afirmam que os argumentos sobre a ausência de infra-estrutura enfatizam um falso problema. "A indústria americana produz atualmente de 50 milhões a 60 milhões de toneladas de hidrogênio por ano, de modo que não se trata de falta de conhecimento tecnológico", diz Campbell. Mas a indústria automobilística tem uma perspectiva diferente. "Entre 50% e 60% dos problemas que temos com nossas células a combustível são conseqüência de impurezas no hidrogênio que vem da indústria", queixa-se Herbert Kohler, vice-presidente de pesquisas de carrocerias, sistema de transmissão e motores da DaimlerChrysler. "A indústria química precisa fazer sua lição de casa."Byron McCormick, diretor-executivo da GM para atividades relacionadas às células a combustível, compara o investimento na construção de uma infra-estrutura de hidrogênio no século XXI ao em ferrovias no século XIX, ou à criação do sistema de rodovias interestaduais no século XX: "Logo haverá um momento em que essas questões financeiras e de investimentos serão mais importantes do que a tecnologia", prevê.Resolver a miríade de problemas técnicos e mercadológicos remanescentes determinará se o elemento fundamental da "economia do hidrogênio" proposta - o veículo comercial movido por célula a combustível - chegará em 10 ou 50 anos. Steven Ashley é editor da SCIENTIFIC AMERICAN.


Protótipo de Carro Ecológico
O modelo FCX 2005, da Honda, é típico do atual nível de desenvolvimento tecnológico de frotas de veículos com células a combustível de hidrogênio. Esse compacto para quatro passageiros, com uma velocidade máxima de 150 km/h, oferece uma autonomia de rodagem superior a 320 km. O consumo de combustível é de 26,4 km/l rodando na cidade, e 21,7 km/l na estrada. O módulo com células a combustível do FCX, que foi projetado para ter um baixo custo de fabricação, emprega uma membrana de polímero de hidrocarboneto que proporciona maior durabilidade. Um ultracapacitor - dispositivo que armazena energia nos campos entre placas eletricamente carregadas - fornece energia extra durante ultrapassagens e subidas íngremes. Energia recuperada de um sistema de freagem regenerativo é armazenada pelo ultracapacitor.

Resumo/Máquinas Verdes
 A indústria automotiva ultrapassou recentemente um marco, ao realizar testes de campo com veículos razoavelmente eficazes, aproximadamente dez anos depois que os primeiros protótipos foram postos para rodar. No período, fabricantes e governos gastaram dezenas de bilhões em pesquisa e desenvolvimento, mas será necessário muito mais para que a comercialização comece. Apesar dos limites de poluição rigorosos, da possibilidade de escassez de petróleo e da ameaça de aquecimento global, a produção em larga escala de veículos com células a combustível não deve ocorrer antes de meados da próxima década, talvez mais tarde. Melhorias na capacidade de armazenamento de hidrogênio nos tanques, na durabilidade e potência dos módulos de células a combustível, assim como custos menores, são necessários para que os carros com células a combustível sejam comercialmente viáveis. Além disso, será preciso construir um sistema de produção e distribuição de hidrogênio.

Por Dentro das Células a Combustível
Uma célula a combustível funciona como uma bateria recarregável; ela gera eletricidade enquanto é suprida com hidrogênio e oxigênio. Uma célula a combustível (à direita) contendo uma membrana de troca de prótons (PEM) é composta por dois eletrodos delgados porosos - um ânodo e um cátodo -, separados por uma membrana eletrolítica sólida de polímero que deixa passar apenas prótons. Catalisadores à base de platina revestem um lado de cada eletrodo. Depois que os átomos de hidrogênio entram na célula (1), o ânodo catalisador os divide --em elétrons e prótons (2). Os elétrons movem-se ao longo de um circuito externo para acionar um motor (3), enquanto os prótons migram através da membrana (4) rumo ao cátodo. O catalisador nesse lado combina os prótons com os elétrons que retornam e com o oxigênio do ar, produzindo água (5). Muitas células são colocadas umas sobre as outras em pilhas, para produzir tensões mais elevadas.Membranas de hidrocarbonetos duram mais, geram mais energia e custam menos que as equivalentes de fluorcarbono, alega a fabricante PolyFuel. O conceito da empresa incorpora blocos de polímeros altamente condutores para promover a passagem de prótons, aumentando a produção de energia. Esses materiais condutores são conectados a blocos de polímeros ultrafortes que reforçam a estrutura da membrana, aumentando a durabilidade. Como esses dois polímeros têm pouca afinidade química entre si, eles se segregam durante o processamento em diferentes blocos funcionais, o que facilita a fabricação.
À Prova de CongelamentoResistência a temperaturas negativas é, há muito tempo, um objetivo crucial para os pesquisadores de módulos de células a combustível. Quando os módulos estão congelados, a água em seu interior transforma-se em gelo, que pode perfurar as membranas e bloquear tubulações. No ano passado, engenheiros da Honda demonstraram ser possível dar partida repetidas vezes à unidade geradora de eletricidade à base de células a combustível de seu mais recente hatchback FCX a -20oC.Pesquisadores da DaimlerChrysler e da General Motors tiveram resultados similares com pilhas resfriadas em laboratório .O truque parece estar em manter a água toda vaporizada dentro do sistema.

Postos de Hidrogênio
Postos para abastecimento com hidrogênio ainda são raros. Hoje estão em operação em todo o mundo quase 70 unidades para reabastecimento com hidrogênio: duas dúzias nos EUA e igual número na Europa, uma dúzia no Japão e uma dezena em outros países. Abastecer com hidrogênio pressurizado um protótipo como o FCV ,da Ford, leva cerca de 5 minutos. Um fio-terra precisa ser conectado ao carro para evitar faíscas. Em sua unidade de Torrence, na Califórnia, a Honda construiu um posto de serviços , que divide a água em combustível hidrogênio e oxigênio usando eletricidade gerada por uma série de painéis fotovoltaicos solares. Esse seria o objetivo final na produção de hidrogênio "verde".
O design inspirado pelo novo combustívelO novo veículo conceitual Sequel, da General Motors, movido por célula a combustível , contém combustível suficiente para rodar 480 km, autonomia mínima aceitável. Isso é conseguido acomodando cerca de 7 kg de hidrogênio em seu chassi com 28 cm de espessura , que também acomoda quase todos os sistemas operacionais de utilitários híbridos. O Sequel demonstra como motor e sistema de transmissão inteiramente elétricos darão aos projetistas automobilísticos liberdade para repensar a configuração geral de modelos futuros. Em virtude de os componentes estritamente mecânicos poderem ser substituídos por equivalentes totalmente eletrônicos, o layout interior convencional poderá proporcionar muito mais espaço livre . "Veja todo o espaço para os passageiros que temos, quando não precisamos projetar em torno de uma grande coluna de direção", diz Robert Bonaface, diretor de design avançado da GM. "Agora, os projetistas podem realmente aproveitar o espaço no interior do veículo. Pudemos até mesmo colocar uma caixa de bom tamanho para guardar coisas no painel."

Tuesday, August 23, 2005

Resultado do simuilado

Resultado do Simulado

Curso: Pré- vestibular – Irmã Bakhita
Simulado de Ciências Naturais – Física, Química e Biologia
Responsável pela elaboração do simulado: Prof. Uarison Rodrigues Barreto

Critério de Avaliação: ENEM –Ministério da Educação
0% à 40% - Regular / 40% à 70% - Aluno: Bom / 70% à 100% - Excelente

Gabarito:
1 – 03 10 – 04
2 – 05 11 – 05
3 – 03 12 - 05
4 – 05 13 - 02
5 – 04 14 - 01
6 – 04 15 - 04
7 – 01 16 - 03
8 – 05 17 - 01
9 – 05 18 – 03

Relação dos alunos em relação ao critério utilizado:
1 – Bom :
· Jucidalva Nascimento Gomes
· Jirlaine Costa dos Santos
· Jucimara Carmo de Almeida

2 – Regular à Bom:
· Eliúde Gomes de Souza
· Maria Lidiane Rodrigues Santos
· Elisângela Santos Souza
· Mariluce de Jesus Santos
· Flávio Fernando

3 – Regular:
Todos os demais alunos.

Atenção! alunos:
Jefferson da Conceição dos Santos
Maristela de J. Santos
Ana Cristina R. de Jesus – Simulado Anulado!
Obs:É preciso ter maior atenção diante das questões que foram utilizadas na prova!

Thursday, July 14, 2005

Alguns questionamentos feitos pela professora Adriane Halmann da UFBA

1. Qual a importância das tecnologias para o ensinodas ciências (matemática, física, química, biologia)?
2. De que esta disciplina contribuiu para sua formação?
3. Se você pudesse reformular a disciplina, quais alterações você faria?
4. Levando em consideração sua participação na disciplina, você acha que contriubiu para a formação de um coletivo inteligente?...
5. Qual foi o papel do professor no desvelamento de outros saberes e contrução do caminho de aprendizagem?

Síntese do Aprendizadfo
A disciplina EDC-266-Informática Aplicada na Educação foi ministrada pela professora Adriane Halmann no semestre 2005.1 na FACED. A disciplina permite aos alunos a possibilidade de usarem o conhecimento específico, aliado à formação pedagógica, no sentido de introduzirem ferramentas da informática na sua prática profissional, enquanto educadores.A disciplina pode contribuir muito para mim ,no sentido de intensificação de informações,fundamentos,atualidade,produção do conhecimento e do saber durante as atividades estudadas e avaliadas no semestre.Nós futuros educadores devemos fazer uma melhor reflexão sobre os possíveis usos das novas tecnologias na educação.Aliás, essa é a nova relação com o saber.Se eu pudesse reformular a disciplina, eu questionava sobre os recursos que a universidade dispõe para que pudessem serem utilizados melhor na prática pedagógica.Para mim a disciplina teve como objetivo geral permitir que o aluno seja capaz de introduzir as NTICS(Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) em sua prática pedagógica.
A respeito da contribuição que a disciplina teve no processo de ensino-aprendizagem, foi sem dúvida muito interessante e produtivo.Acho que essa disciplina pela importância que ela tem no contexto da educação atual, deveria ser integrada e obrigatória principalmente para os cursos de licenciatura plena em educação.
A professora Adriane Halmann responsável pela disciplina na minha opinião teve um papel muito importante na disciplina.Estamos precisando mesmo na Universidade Federal da Bahia de professores que nos incentive a busca do saber,a produzir conhecimento,que alerte a turma sobre a importância da atividade coletiva para a produção dos saberes no ato presencial e virtual da relação educador x educando.
Professora parabéns pelas aulas ministradas na disciplina,eu desejo sucesso e que você possa alcançar todos os seus objetivos;é preciso apenas ficar alerta com as atividades em excesso e pelo pouco espaço de tempo para que o seus futuros alunos possam concluí-las.

Friday, July 08, 2005

Atualidade:Biodisel-Uma Nova Fonte de Energia Alternativa

Produção de biodisel requer mais pesquisaBrasil precisa investir mais em tecnologia para usar combustível em larga escala, afirma pesquisador da

Universidade Federal de Itajubá
A produção de combustíveis a partir de óleos vegetais — o chamado biodiesel — traz a promessa de um futuro com menos poluição para o planeta e com menos dependência ao petróleo e ao gás natural. O Brasil possui um enorme potencial nessa área: tem terras e biodiversidade suficientes para cultivar uma grande variedade de vegetais que produzem óleo. Para poder aproveitar esse potencial é preciso, no entanto, que o país se dedique a pesquisar mais a fundo as tecnologias agronômicas e industriais no setor. É isso que defende Luiz Augusto Horta Nogueira, pesquisador do Instituto de Recursos Naturais, da Universidade Federal de Itajubá.
Para Nogueira, existe uma crença em alguns setores do governo de que o biodiesel é algo que o Brasil pode produzir a qualquer momento. Ele alerta, no entanto, que é preciso mais pesquisas para que esse combustível possa ser produzido e utilizado em larga escala. “É interessante que o biodiesel seja considerado um combustível em desenvolvimento”, pondera. Se o conhecimento brasileiro nessa área aumentar, os biocombustíveis, acredita ele, podem ser um importante fator de geração de empregos e de desenvolvimento para pequenas comunidades rurais.
Nogueira será um dos três participantes de uma tarde de debates com a imprensa que o PNUD realiza na próxima quarta-feira, 1º de junho, como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Em entrevista à PrimaPagina, ele adiantou suas posições sobre o assunto. Leia baixo os principais trechos.

Qais são as vantagens do biodiesel em relação aos combustíveis convencionais, principalmente o petróleo?
Luiz Augusto Horta Nogueira - Bom, uma vantagem importante é que o biodiesel é produzido a partir de matéria-prima renovável, de vegetais e plantas oleaginosas [que produzem óleo]. Agora, tem outras vantagens importantes também, em comparação com o diesel normal, derivado de petróleo. Ele não apresenta enxofre, que é um contaminante, um poluente importante. Ele lubrifica melhor o sistema de injeção de combustível e queima melhor que o diesel regular. Comparado com o diesel normal ele também apresenta uma redução expressiva na maioria dos poluentes. Por isso que ele é considerado não só por suas vantagens como combustível renovável.
Bom, organizando um pouco melhor a minha resposta. Do ponto de vista do planeta, do ponto de vista de emissão de gases do efeito estufa, do ponto de vista de usar recursos naturais renováveis, o biodiesel já apresenta uma vantagem importante. Agora, do ponto da sua utilização nas nossas cidades que têm problemas de qualidade do ar, o biodiesel também apresenta características interessantes: ele não tem enxofre, ele reduz as emissões de uma série de poluentes.

O biodiesel pode substituir o diesel convencional exatamente no quê? Em todas as aplicações do petróleo e do diesel?
Horta Nogueira - Todas as aplicações do diesel derivado de petróleo podem ser substituídas por biodiesel. É interessante, e é esse mais ou menos o teor da nossa apresentação na quarta-feira, que o biodiesel seja considerado um combustível em desenvolvimento. É necessário ainda desenvolver estudos que consolidem essas vantagens que eu citei. Por exemplo, qual é a melhor matéria-prima pra produzir biodiesel no Brasil? Isso ainda não está muito claro. Fala-se muito em mamona, fala-se muito em algumas oleaginosas, mas provavelmente nós precisamos estudar também o biodiesel oriundo de palmáceas, de palmeiras. O dendê, por exemplo, apresenta uma série de características interessantes, de produtividade, de adequação regional, de balanço energético. O biodiesel a partir de dendê pode ser produzido gastando pouca energia, o que é uma coisa interessante.
O sr. falou em pesquisa científica. Em que pontos a pesquisa científica ainda precisa avançar para que o biodiesel possa ser utilizado em larga escala?
Horta Nogueira - Praticamente em todos os campos. Nós precisamos ampliar nosso conhecimento agronômico das variedades das espécies que podem produzir óleos vegetais. E precisamos também aperfeiçoar, melhorar, consolidar o nosso conhecimento dos processos industriais que permitem, a partir de um óleo vegetal, produzir o biodiesel. Por exemplo, é interessante que a gente utilize álcool de cana-de-açúcar para produzir biodiesel, e isso ainda não está consolidado. Tem uma série de iniciativas, exemplos de áreas onde nós precisamos melhorar o conhecimento, a tecnologia, para que o biodiesel realmente possa se expandir.

Em termos de tecnologia, como o Brasil está em relação aos outros países do mundo?
Horta Nogueira - O biodiesel em outros países vem se desenvolvendo de uma forma intensa a custo de muitos subsídios. É o caso da Europa e dos Estados Unidos, principalmente. No caso brasileiro, é difícil que o Estado possa aplicar esse mesmo regime amplo de subsídios para a implementação de biodiesel. Então, no Brasil nós temos que durante alguns anos ainda reforçar essa base de conhecimentos para ganhar produtividade para daí o biodiesel poder se expandir sem essa necessidade de subsídios que existe em outros países. Comparando o que se faz no Brasil com o que se faz em outros países, nós estamos mais ou menos no mesmo nível. Mas no álcool, por exemplo, o Brasil detém uma tecnologia própria, pioneira, nós conhecemos bastante os processos agronômicos, os processos industrias, está tudo absolutamente bem dominado.

E em comparação com a América Latina?
Horta Nogueira - Estamos em situações similares. Alguns países, por exemplo, já produzem biodiesel em volumes interessante. É o caso da Argentina. Mas sempre com alguma coisa ainda em fase de início, em processo de consolidação. Iniciativas até na América Central foram tentadas, mas não levaram a resultados consolidados, porque exatamente falta ou o componente agronômico ou o componente industrial para que o processo avance de uma forma mais sustentável.

O sr. acredita que o Brasil então tem condições de produzir biodiesel em larga escala??
Horta Nogueira - Certamente. Superados e resolvidos esses problemas de desenvolvimento tecnológico, eu acredito que num prazo de alguns anos isso vai realmente ser possível. O Brasil tem terra, tem condições de ocupar essa terra com esses cultivos oleaginosos e expandir a produção de biodiesel. O que vai dar em geração de empregos, vai dar promoção de desenvolvimento no interior, que é a parte mais interessante.

Há muito a ganhar, então?
Horta Nogueira - Sem dúvida nenhuma. O Brasil tem potencial. A mensagem talvez é de que o biodiesel tem boas perspectivas, mas ainda não está absolutamente para já, em pouco tempo, fazer o que o álcool está fazendo.

O sr. acredita que a produção de biodiesel pode colocar o Brasil — que tem, como o sr. falou, todo esse potencial — em uma posição mais relevante do cenário internacional?
Horta Nogueira - Com o álcool é fácil dizer isso. Com o álcool, isso é certeza. Com o biodiesel, vai depender dos resultados do nosso desenvolvimento tecnológico. Por quê? Porque se nós começarmos a produzir biodiesel de uma forma importante, em volumes importantes, sem aperfeiçoar as tecnologias, nós vamos precisar de muita área e provavelmente só para abastecer o nosso mercado nós teremos que ocupar superfícies importantes. Se nós melhorarmos as tecnologias, vai ser possível expandir o biodiesel de um modo mais expressivo e seremos capazes, aí sim, de termos um papel no cenário internacional, de sermos fornecedores de biocombustível em uma escala mais ampla.

O sr. acredita que o governo brasileiro está dando a atenção necessária a essa questão?
Horta Nogueira - Bom, eu quero crer que sim. Existem várias iniciativas aí de se estimular o desenvolvimento tecnológico. Espero que isso dê resultados nos próximos anos. O que a gente observa é que existe em alguns setores do governo, e eu não quero nomear ninguém nesse sentido, uma crença de que o biodiesel está pronto e que agora é só uma questão de expandir a fabricação. Isso não é verdade.

O que precisa ser feito para isso se tornar uma realidade?
Horta Nogueira - Eu vou reiterar. É preciso consolidar o conhecimento dos processos para que o biodiesel possa, nessas condições de melhor desenvolvimento, maior produtividade e maior eficiência, cumprir o que se espera dele. Quer dizer, ser um participante importante da matriz energética, que gere empregos e que traga desenvolvimento regional.

Thursday, July 07, 2005

Artigo Final

A nova relação com o saber:Educação e os possíveis usos das novas tecnologias.



Uarison Rodrigues Barreto

Artigo apresentado à disciplina EDC-266 - Informática aplicada na educação,optativa ao curso de Ciências Naturais,como requesito parcial de avaliação para obtenção do título de licenciatura plena.


Docente: Prof. Adriane Halmann





Salavador
2005





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Apresentação


O termo “nova tecnologia” será aqui empregado para designar todo o aparato de instrumentos modernos usados para veinculação de imagens e informação de forma interativa ou estática para a transmissão de idéias.
As novas tecnologias trazem novas possibilidades à educação na trasmissão e formação de conceitos e idéias,exigindo do educador uma nova postura diante do atual modo de uma educação interativa.
Diante de todo um contexto utilizado nas aulas da disciplina – Informática aplicada na educação,eu, Uarison Rodrigues Barreto,aluno da Universidade Federal da Bahia,venho através deste artigo aplicar todo o conhecimento acadêmico sobre os possíveis usos das novas tecnologias no cotidiano das escolas,das recentes pesquisas,do processo de ensino-aprendizagem e da relação educador e educando.
















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Sumário

1 – Introdução 4
2 – Conceitos sobre Informação e Síntese do Aprendizado 5
3 – Tecnologia e Educação 6
4 – Uma Proposta da Informática Aplicada na Educação
5 – Conclusão 8
6 – Bibliografia 9






Introdução




As constantes mudanças as quais a sociedade está submetida exigem novas necessidades educacionais que
priorise o seu modo de produção em todos os aspectos,sejam eles técnicos,científicos,artísticos,intelectual,etc,como atualização dos currículos das escolas que é, na sociedade moderna,a instituição responsável pela transmissão do conhecimento do seu povo,gerando insegurança e desconforto nos professores quanto aos conteúdos a serem ensinados e à metodologia utilizada.
O ensino e o uso das novas tecnologias nas escolas trazem novas possibilidades educacionais,como a interatividade educativa.Pelo cruzamento da informática com as telecomunicações é possível se desenvolver trabalhos em rede,obter-se informações em tempo real de centros de pesquisa,trabalhos em parceria e comunicação direta entre o educador e educando a qualquer hora e qualquer dia.
As novas tecnologias possuem três características bem distintas:
· Imaterialidade: a sua matéria-prima é a informação sem
a necessidade de uma referência externa.
· Interatividade:permite adquirir um sentido pleno no terreno educativo e didático.Poucas tecnologias utilizadas na escola permite a interação sujeito-máquina necessitando do aluno uma adaptação de suas características psicológicas e evolutivas.
· Instantaneidade: receber a informação no menor tempo possível e com a melhor qualidade técnica,rompendo barreiras culturais e especiais.
A união da informática com as telecomunicações promove a interação de alunos e professores com o conhecimento mas,como é apontado por vários autores,a neutralidade das ciências,,como da tecnologia e até mesmo da informática,dificultou e dificulta ainda hoje o interesse na utilização das ferramentas pelos professores como recurso e/ou ferramenta didática ou metodologia.
A informática educativa caracteriza-se pelo uso da informática como suporte ao educador,como um instrumento a mais na sala de aula,sendo que o mesmo pode utilizar os recursos colocados a sua disposição para ajudar o aluno a construir novos conhecimentos.Nesse nível,o computador é utilizado pelo educador em sua potencialidade e capacidade,tornando possível práticas e vivenciáveis situações fundamentais para a construção do conhecimento pelo aluno.Portanto a informática assume um papel importante na educação quando se coloca a serviço do mesmo.
Os avanços no mundo das telecomunicações fazem com que a internet tenha cada vez mais peso em atividades de formação e as possibilidades educativas que oferecem representam expectativas novas,lançando novos desafios para a educação.
A rede telemática,conhecida como internet,é hoje um imenso banco de dados em contínua expansão,circulação e atualização,englobando cerca de 45 mil redes com cerca de 1bilhão de usuários em todo o mundo.A internet foi criada em 1969,com o nome de Arpanet,pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos,com o propósito de interconectar os centros de investigação mais importantes do país e nela as instituições de ensino superior encontraram uma via de interação rápida e econômica.Ao longo dos anos a rede Arpanet foi expandindo por todo o país.O fato de poder acessar à informações dos centros de investigação americanos pouco a pouco foi atraindo países que decidiram ter linhas de comunicação com esta rede e criar redes para gestioná-la.Assim criaram a Eunet(Europa) e a junet(Japão).Isto facilitou que a gestão da interne fosse totalmente descentralizada.Não existe um único organismo que controle ou regule a informação que mostra cada computador ou tráfego existente.Ao final dos anos 80,Internet se tornou o nome da rede.Em princípios de 90,foi autorizado o ingresso de algumas empresas e começou a expandir-se o acesso internacional.Em 1989 foi lançada no Brasil a RNP(Rede Nacional de Pesquisa),com o objetivo de implantar um serviço de redes distribuído por todo o país para a utilização em atividades de apoio à educação,pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico.
A internet,além de proporcionar várias possibilidades educativas/comunicativas,configura-se em sistema de ensino por afetar tanto o sujeito do processo de aprendizagem,como as organizações e por proporcionar ferramentas diversificadas aos professores,constitui mudança na educação.Para isso,são necessários serviços flexíveis para canalizar acessos aleatórios à informação sobre verdadeiros projetos de trabalho colaborativo.
A sala de aula interativa seria o ambiente em que o professor interrompe a tradição do falar/ditar,deixando de identificar-se com o contador de história e adota uma postura semelhante a do designer de software interativo.Ele constrói um conjunto de territórios a serem explorados pelos alunos e disponibiliza co-autoria e múltiplas conexões,permitindo que o aluno também faça por si mesmo.Isto significa muito mais do que ser um conselheiro,uma ponte entre a informação e o entendimento.Um estimulador de curiosidade para que o aluno viva sozinho no conhecimento obstruído pelos livros e nas redes de computadores.O aluno,por sua vez,passa de espectador passivo a ator situado num jogo de preferências,opções,desejos,amores,idéias e estratégias,podendo ser um emissor e um receptor do processo de intercompreenção.E a educação pode deixar de ser um produto para se tornar processo de troca de ações que cria conhecimento e não apenas reproduz.
Uma das barreiras para a incorporação das novas tecnologias nos contextos educativos está na formação dos professores e a internet pode constituir um espaço inovador nesta formação.A necessidade de formar professores em novas tecnologias se dá principalmente pela significação que estes meios têm na atualidade.As novas tecnologias requerem um aluno mais preocupado pelo processo do que com o produto,preparado para tomar decisões e escolher seu caminho de aprendizagem.
Muitas escolas hoje, no Brasil, já possuem laboratórios equipados com computadores e com conexão com a internet,mas quem normalmente os utiliza é um professor específico da área da tecnologia.A maioria dos professores das escolas não fazem o uso desse laboratório para trabalhar com seus alunos nas suas disciplinas,por que não existe,por parte das instituições, uma política de inserção dos mesmos nesse contexto.Não é disponibilizado,aos professores,tempo para estudar,analisar e discutir as potencialidades do uso da tecnologia na educação.Pesquisas feitas recentemente revelam, que o máximo que algumas escolas têm feito é oferecer cursos rápidos de introdução à informática.



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Conceitos de informação

¨De acordo com o dicionário de Soares Amora e Sérgio Ximens,informação significa:ação ou efeito de informa-se.Conjunto de dados acerca de alguém ou algo.Notícia transmitida a uma pessoa ou ao público.Instrução.
¨No mundo dos computadores,contudo ela contém um sentido mais amplo.A definição atual é dada por Claude Shannon,um engenheiro dos laboratórios de Bell,monociclista amador e fundador da ciência que estuda a teoria da informação.De acordo com Shannon,a informação está presente sempre que um sinal é transmitido de um lugar para o outro.

Transmissor ® Sinal ® Receptor

Observação:Não importa que tipo de sinal seja.Por exemplo:
¨O sinal pode estar na forma de palavra,que é o tipo mais usual de informação.
































¨Mas um quadro também envia um sinal,na forma de ondas de luz,até nossos olhos.É como se os quadros transmitissem informação.









¨Outros exemplos:revistas,jornais,televisão,rádio,músicas,etc.

Síntese do Aprendizado

Vivemos na era do excesso da informação.Graças aos milagres da tecnologia do século XX,nós habitantes da Terra,dispomos de acesso instantâneo a mais informação do que conseguimos tratar!Há informação sobre previsão de tempo,esportes,política,gente,ciência,arte,religião,publicidade,tecnologia,história,diversões,músicas,enfim...
6

Torna-se claro que estes tempos pedem um agente da tecnologia unicamente voltado para armazenar,classificar,qualificar,comparar,combinar,exibir informação em alta velocidade!Este agente é o computador.Isto explica por que os computadores estão presentes onde quer que a informação se concentre,desde as grandes empresas até o pequeno relógio de pulso.!

Tecnologia e Educação

O ganho do computador em relação aos demais recursos tecnológicos,no âmbito educacional,está relacionado a sua característica de interatividade,à sua grande possibilidade de ser um instrumento que pode ser utilizado para qualificar a aprendizagem individualizada,visto que pode ser utilizado para fins educacionais,porém ele só executa o que ordenamos;portanto limita-se aos potenciais e anseios.


Esquema:

Rádio Videocassete


Televisão Computadores
(promovem relações interativa,disponibiliza
simultâneamente várias mídias)

Aparelho de som Máquina Fotográfica Data show









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Uma Proposta da Informática Aplicada na Educação


O programa Nacional de Informática na Educação(PROINFO) é uma iniciativa que está sendo desenvolvida pela Secretária de Educação à Distância(SEED/MEC) para introduzir a tecnologia de informática na rede de ensino público de ensino.A proposta da informática educativa é uma proposta de aproximar a cultura escolar dos avanços de que a sociedade já vem desfrutando com a utilização das redes técnicas de armazenamento,transformação,produção e transmissão de informação.






















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Conclusão


Apesar da diversidade de recursos que dispomos nesse revolucionário século das novas tecnologias,seu uso na sala de aula ainda não é muito explorado, “uma característica interessante é que ainda não temos uma cultura por parte dos professores,embora a gente divulgue,incentive...”
Há uma grande falta de conhecimento e de formação nesse âmbito,para a capacitação de professores na utilização dessas novas tecnologias.Num universo onde 2 ou 3 dominam o restante,se não conhecem,ficam alienados.
O uso das tecnologias é feita na sua forma mais simples,reforço as aulas,veinculação de imagens,transcrição de informação e não para uma construção do conhecimento ou intervenção do próprio aluno no seu processo de aprendizagem.Por isso, os recursos mais utilizados são Tv’s,vídeo,internet como fonte de pesquisa,entre outros.





















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Referência Bibliografia



1 – Mercado,Luis Paulo Leopoldo.Formação continuada de professores e novas tecnologias.Ed.EDUFAL,1999 Maceío.
2 – Barreto,Raquel Goulart.Tecnologias educacionais e educação à Distância:avaliando,políticas e práticas.Ed Quartel,2001 Rio de Janeiro.
3 – Silva,Mozarte Linhares da.Novas tecnologias:educação e sociedade na era da informação.Ed Autêntica,2001 Belo Horizonte.
4- Marcos Silva.Novas tecnologias na educação e sala de aula interativa.
5 – Chermann Maurício;Bonini,Luci Mendes.Educação a distância:novas tecnologias em ambientes de aprendizagem pela Internet.Universidade Braz Cubas,[200?],Mogi daS Cruzes






comentário sobre uso dos impressos na Educação

O uso de impressos na prática pedagógica é importante por que se torna mais uma forma de utilização de recursos para difusão de informação,produção de conhecimento e do saber.A exemplo dos artigos aplicados e feitos pelos alunos na disciplina,formação de cartazes para divulgação de notícias e anúncios sobre determinado tema e o curriculum hipertextual.Na atualidadde,se faz necessário principalmente seu uso em educação.Durante as atividades propostas pela diciplina Informática Aplica na Educação,nós, alunos da Universidade Federal da Bahia,podemos perceber que apesar da grande gama de recursos das novas tecnologias que estão pipocando na atualidade,nós, futuros educadores ainda estamos um pouco distante sobre seus possíveis usos em educação.Hoje em dia, devemos refletir um pouco mais sobre uma nova forma de ensino,de interação e principalmente de uma relação das novas tecnologias na prática pedagógica.A utilização dessas ferramentas no proceso de ensino-aprendizagem, traz consigo um leque de opções interessantes de produção de conhecimentos,eís a nova relação com o saber: educação e sua relação com as novas tecnologias de informação e comunicação.

Comentário sobre o uso do Chat na Educação

O chat é mais uma das principais ferramentas dos avanços tecnológicos que pode ser usados em vários aspectos seja ele cultural,econômico,político e até mesmo quando se trata de educação de criança,jovens e adultos.Afinal o que é um chat?
Chat é um serviço oferecido na Internet onde o usuário pode conversar com várias pessoas ao mesmo tempo.

Os canais de Chat, também chamados de salas, são divididos geralmente de acordo com o assunto envolvido. Não é necessário nenhum software especial, apenas o mesmo navegador (browser) usado para "surfar".

Antes de entrar na sala a pessoa tem que escolher um apelido (nickname), que é usado para identificá-la no conjunto de pessoas da sala.

Vivemos imbuídos e cercados por um mundo interconectado. A novidade do momento radica no facto de, mais do que a necessidade de comunicar, é o poder fazê-lo em tempo real, de forma imediata e simultânea, independentemente da distância geográfica que separa os indivíduos. Os avanços tecnológicos e sociais permitem o nascimento de uma plataforma social de comunicação em que é possível uma intercomunicação nas mais variadas expressões.Na educação o chat pode ser utilizado como um instrumento de fundamental importância no processo de ensino-aprendizagem.Em química por exemplo podemos criar um chat voltado para discussão sobre um assunto relevante da atualidade,por exemplo, Biodisel-uma nova fonte de energia alternativa.A sala nesse chat, pode ser composta por professores,alunos,pesquisadores ou até por qualquer pessoa que esteja on-line ao mesmo tempo.O uso dessa nova tecnologia,cria uma nova relação de educador e educando para uma realidade mais dinâmica de aprendizagem,interação e atualização de novas formas de ensino na prática pedagógica.

Tuesday, July 05, 2005

Dúvidas em Química?

O que é e como é o curso de Química ?

São profissionais na área da Química:

  • Engenheiros químicos, engenheiros industriais na modalidade de química, engenheiros de alimentos, químicos industriais, químicos bacharéis e licenciados, tecnólogos em curtumes e tanantes, tecnólogos em produção de couros, tecnólogos em laticínios (profissionais de grau superior);
  • Os técnicos químicos, técnicos em curtimento, cerâmica, enologia, laticínios, alimentos, técnicos têxteis, técnicos em celulose e papel, técnicos em tratamento deresíduos industriais (profissionais de grau médio);
  • Os químicos licenciados pelo Ministério do Trabalho até 1940 e os técnicos provisionados de laboratório.

Os técnicos em química são basicamentes responsáveis pela produção em si.

Os bacharéis em química trabalham em institutos de pesquisa no estudo de novas tecnologias e novos processos.

Os licenciados em química trabalham na área da educação para o ensino em nível fundamental, médio e superior.

Os químicos industriais atuam na industria tendo como responsabilidade os processos industriais. Trabalha também na pesquisa e desenvolvimento de processos industriais.

Os engenheiros químicos atuam nas atividades de estudo, planejamento, projeto e especificações de equipamentos e instalações industriais, na área de química.

Qual modalidade cursar?

Se você gosta de matemática, desenho técnico, física, você provavelmente será um ótimo engenheiro químico. Geralmente a parte de cálculo e física são bem mais "puxadas" para estes profissionais.
grade curricular Engenharia Química - UFSM

Se o seu negócio é mesmo o estudo de química e trabalho em laboratórios de análises analíticas e físico-químicos, então você provavelmente preferirá cursar Química Industrial. A diferença deste para a Engenharia Química é que você não precisar estudar tanto cálculo e tanta física, sem falar das matérias de desenho técnico. Você pode ter uma idéia melhor consultando grade curricular deste curso. Esta grade é do curso de química industrial da UFSM.
grade curricular Química Industrial - UFSM

Se você quer trabalhar na pesquisa de tecnologia de ponta, você vai cursar bacharelado em química. Neste curso você vai estudar muito cálculo, muita física e muita, mas muita química. A Universidade Federal de Santa Maria não oferece esta opção.
grade curricular Bacharelado em Química - UFPR

Para que quer dar aula o curso ideal é o de Licenciatura em Química. A grande diferença é que você vai ter matérias pedagógicas como psicologia da educação, didática e sociologia. Você pode ter uma idéia melhor consultando grade curricular deste curso. Esta grade é do curso de química licenciatura da UFSM.
grade curricular Licenciatura em Química - UFSM

Comentário sobre Objetos de Aprendizagem

Os objetos de aprendizagem são recursos digitais e não digitais que podem ser utilizados na educação para produção de conhecimento.Essa é a nova relação com o saber,ou seja,atualmente dispomos de muitas ferramentas das novas tecnologias que servem de auxílio no processo de ensino-aprendizagem.Os objetos de aprendizagem são também recursos didáticos como livros,atlas,globo de aulas que são reutilazados no software educativo baseado em animações e ilustrações sobre atividades pedagógicas aplicadas na sala de aula.
O professor Antônio Carlos fez uma aula sobre Objetos de Aprendizagem e teve como foco principal uma abordagem sobre os fundamentos,conceitos, os usos possíveis desses objetos em educação e aplicações na prática pedagógica.
Obs:As pessoas que queiram conhecer mais sobre objetos de aprendizagem,basta acessar o site:www.comunidadesvirtuais.pro.br

Monday, July 04, 2005

Curso:Química Industrial da UFBA

Química Industrial


Histórico

O curso de Química Industrial foi instituído em 1986 em substituição ao curso de Químico Analista Industrial, que foi criado a fim de suprir a demanda existente no mercado, decorrente da implantação do
Pólo Petroquímico de Camaçari.
O curso, reconhecido pelo
MEC através do parecer 444/93, SESU de 05 de agosto de 1993, tem duração plena e propicia a formação de profissionais qualificados, para exercerem atividades nas diversas áreas de operações e processos da indústria química.



Objetivos

O curso de Química Industrial da Universidade Federal da Bahia tem por objetivo formar profissionais da Química de nível superior, em um curso de duração plena, voltado para a pesquisa de aspecto tecnológico, preparando o profissional para atuar em qualquer indústria de processo químico e afins, podendo assim atender a demanda da Indústria Química Nacional.



Elenco de Disciplinas

Currículo mínimo
Análise Química (III, IV e V)
Bioquímica V
Cálculo Diferencial e Integral I
Cálculo (II-A e III-A)
Desenho Técnico I
Educação Física
Estatística III-A
Físico-química Aplicada I
Física Geral e Experimental (I-E, II-E, II-E, IV-E)
Físico-química I
Matemática Básica II
Microbiologia Industrial
Mineralogia Geral
Processos da Indústria Química Inorgânica
Processos da Indústria Química Orgânica
Química Geral ( I e II)
Química Inorgânica Básica
Química Inorgânica de Coordenação
Química Orgânica IV
Química Orgânica Fundamental (III e IV)
Química Orgânica Experimental I


Complementares obrigatórias
Análise Orgânica III
Ciências do Ambiente
Estágio Industrial Supervisionado
Estequiometria Industrial
Físico-química II
Físico-química Aplicada II
Materiais de Construção para Equipamentos da Indústria Química
Processamento de Dados
Complementares optativas
Administração
Análise de Água e Efluentes Líquidos para fins Industriais
Cinética de Eletrodo e Corrosão Eletroquímica
Controle de Processos
Fenômenos de Transporte I
Físico-química de Polímeros
Higiene e Segurança no Trabalho
Inglês Instrumental
Introdução à Catálise
Introdução à Quimiometria
Introdução à Química Orgânica de Polímeros
Química Ambiental
Química Orgânica de Processos Industriais
Química de Produtos Naturais
Recursos Energéticos
Sínteses Orgânicas
Tecnologia dos Alimentos
Tecnologia dos Polímeros
Introdução à Química Marinha

Química Industrial

A Química Industrial compreende conhecimentos de química em caráter profissional e de tecnologia, abrangendo processos e operações da Indústria Química e correlatas. Aos profissionais da Química Industrial compete como área de atuação o exercício de análises químicas, físico-químicas, químico-biológicas, fitoquímicas, bromatológicas, químico-toxicológicas, sanitárias e Química Legal; do controle de qualidade de matéria prima, do processo e do produto acabado da indústria química; da responsabilidade pela produção e comercialização de produtos industriais; do tratamento e controle de águas de abastecimento doméstico e industrial, águas residuais e de rejeitos urbanos e industriais; da segurança no trabalho em estabelecimentos públicos ou particulares, ressalvada a legislação específica; de consultorias e perícias técnicas na sua área de especialização e no desenvolvimento de novos produtos e processos, com estreito compromisso com a preservação do Meio Ambiente. Estas áreas de atuação podem ser exercidas nas seguintes indústrias, entre outras: têxtil, celulose e papel, açúcar, álcool e alcoolquímica, cimento, tintas, solventes e vernizes, petróleo e petroquímica, farmacêutica, cosmética, metalúrgica, agropecuária, pesticidas e produtos antissépticos e alimentos.